domingo, 19 de fevereiro de 2012

(MUITO MUITO MUITO) Feliz 2012

FELIZ 2012!!!

E esta mesmo sendo super feliz. Se olhares no post abaixo deste, verás que termino dizendo que as coisas vão melhorar quanto a minha vida profissional, pois era o que estava faltando... e sabe de uma coisa?? Melhorou!!! Acabei mudando de emprego, para um desafio novo e estou curtindo. Mas o mais bacana de tudo é voltar a uma empresa da qual sempre gostei... tenho um amigo que diz que eu só fui feliz lá. Pode ser que ele tenha razão. Percebo isso ao retornar.
Estou feliz, as pessoas me receberam super bem... espero que tudo corra bem.

E de resto, na maior e santa paz. O namoro vai bem, os amigos fluem bem e a família vai a 100%. Ando super ansiosa com a faculdade, ando cheia de expectativas com relação ao curso. Espero que dê tudo certo e que minhas ansiedades sejam correspondidas.

Mas eu já volto!!! Vim aqui pra dar um alô, pra dizer que não sumi e que eu ainda me lembro desse espaço...

Beijooo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sumiço

Uau! Quanto tempo eu não venho aqui? Se fosse uma casa pra eu dar faxina, eu estaria ferrada. Imagina tirar o pó de tudo, organizar... levaria semanas. Mas fato é que eu estava envolvida em outras mil coisas. Sabe que eu tenho outro blog, ne? Então... ando trabalhando muito nele. É um blog que eu relato minhas tentativas em emagrecer. Estou me divertindo com ele e eu sempre penso que é super possível fundir os dois blogs, mas eu acho que o da dieta ficaria meio perdido aqui e por fim, sempre acho melhor manter os dois em separado.
Quanto a emagrecer? De forma reduzida? Ta difícil, viu? Eu me boicoto sempre nas dietas, nas regras de tomar os remédios... mas minhas intenções sao sempre as melhores possíveis: eu ando com os remédios na bolsa, estou sempre com a dieta na carteira... mas quem disse que eu consulto? Nunca! Uma pena... e o fato é que eu sou culpada pelos meus atos. Claro que reclamo demais quando a balança me mostra o resultado dos deslizes, mas eu to trabalhando nisso.

Se eu ando feliz? Caramba! Em muitos aspectos sim... já contei que mudei de faculdade? E isso contribuiu demais pra minha felicidade. Ter o Marcus do meu lado no momento da minha aprovação no vestibular foi muito bacana. Ele me apoiou a todo momento, ele via que eu estava infeliz na UFRJ. Ninguém me condenou - ao menos não falaram na minha cara - quanto a minha decisão. Estou mais feliz, é o que importa.

Meus amigos? Vão bem... já contei que estou super as boas com o Daniel??? É, aquele mesmo... meu ex-namorado... era questão de tempo voltarmos a nos falar e tem sido muito bacana. A família dele me recebendo super bem, como sempre... a namorada dele uma fofa comigo...

No trabalho? Nem quero falar... Já estive mais feliz nesse meu trabalho e hoje, sao as pessoas, sem dúvida, que me colocam pra cima, que me dão motivos para passar mais um dia. Eu sempre penso que o projeto em si é muito bom, daria muitas oportunidades de conhecimento e crescimento... mas a empresa e eu pensamos diferente, então... Eu até vou adquirindo conhecimento (menos do que gostaria) e confesso não ter perspectivas quanto a um grandioso futuro no local. Mas eu fico. Sei que virão coisas melhores, que um futuro grandioso me aguarda... por tudo que eu faço ao longo da vida, pelo caminho que traço. Não curto muito ficar falando de coisas negativas... vou encerrar o assunto dizendo que no fim, vai dar tudo certo.

Mas eu to vivendo... To viva! Viu tentar postar aqui e no outro blog de forma constante. No outro já estou postando sempre, quase todo dia... E estou curtindo. Amanhã é dia de novidades no outro blog... Vai lá!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Oi, er... eu sou uma shopaholic...

Cruzes! SHOPAHOLIC?!?!? O que seria isso?
Então... é uma palavra muito utilizada no mundinho das pessoas que são viciadas em compras e esse é mesmo o seu significado. Tenho lido por aí muitas coisas sobre o assunto, mas uma coisa é certa existem shopaholics e SHOPAHOLICS.
Conheço pessoas que compram pelo simples prazer de comprar, de não conseguir sair de uma loja sem carregar uma bolsinha, de comprar para distrair, para passar o tempo. Compram o que não vão usar, compram produtos que não cumprem o que prometem, compram de modo compulsivo, a qualquer preço. Isso é um problema. Costumo dizer que essas pessoas não possuem problemas com dinheiro e um cartão de crédito sem limites, pois se tivessem fatura para pagar no final do mês e "muito mês sobrando no dinheiro" certamente não teriam esse costume. Não compartilho com essa prática, na minha cabeça, comprar para não usar não existe, não tem significado. Essa pessoa tem problemas.
Não é o meu caso (apesar de comprar bastante). Adoro fazer compras, mas tudo o que eu compro, eu uso, nem que seja uma vez, nem que seja para desisitir de usar de vez. Eu compro, eu uso. E não sou dessas que compro a qualquer preço: adoro uma booooa liquidação. Na verdade, muitas (se não todas) peças que comprei nesse mês que acabou de passar, foram de liquidações. Mas mesmo assim, eu me controlo. Não tenho cartão de crédito, tudo é a vista (o que bem ou mal, freia um pouco a compulsão das compras) e tenho mesmo que pensar no meu orçamento. Para se ter uma idéia, fiz ótimos negócios esse ano e tudo o que eu comprei, estou usando sem moderação. Alguns dos ótimos negócios que fiz foram dois Ipods por R$ 150,00 (você não pode sequer imaginar como!! - e são muito caros!) e o Ipad por R$ 1100,00 (que na loja está beirando uns dois mil). Odeio perder bons negócios!
Mas nesse mês de Julho, certamente me superei em compras para simplesmente me agradar. Estava querendo fazer um shopping à tempos, mas sempre pensava no orçamento. Mas andei fazendo algumas (muitas) horas extras que valeram a pena e no início de Julho, recebi uma boa quantia. Vi a oportunidade, sem exagerar. Não planejei nada, deixei por conta do destino colocar lojas em liquidação no meu caminho e não deu outra. Num belo dia em que eu saía da minha pneumologista (estou bem, tá gente?) alguma força oculta me levou até a Mercatto, loja que eu amo. Passei pela porta, vi a vitrine cheia de adesivos de liqui, mas resolvi não entrar. Resolvi dar mais uma caminhada, para pegar ônibus num ponto estratégico e voltar para casa e eis que eu passo em frente a Leader Magazine, também em liqui. Entendi como um sinal e entrei. Vi umas blusinhas interessantes, mas eu estava (e ainda estou) numa vibe muito grande de coletes. Achei uns dois que me agradaram muito, por um preço fantástico, mas ao experimentar os dois, aquele amor, aquele brilho, aquela musiquinha de par romântico da novela das oito só tocou por um e eu o levei sem culpa, por uma bagatela de 25 reais.
Saí mega feliz da loja. E voltei pelo mesmo caminho e sem perceber, lá estava eu, novamente, em frente a Mercatto. Droga! Entrei. Comecei a procurar um vestidinho. Acho muito útil, sempre. Ter vestidos nunca me atrapalhou, muito pelo contrário... mas naquele dia, a loja estava meio carente de vestidos a meu gosto, até que eu vi, pendurado sozinho, num cantinho discreto, um macacão jeans escuro (puxando pro preto) maravilhoso. Nada de macacão estilo funkeira, mas aquele confortável, com bolsos e o busto trabalhado com o próprio jeans de forma muito romântica. Apaixonei. Fui no provador e experimentei. Fiquei mais enlouquecida ainda quando o M deu em mim perfeitamente, mas acabei levando o G devido ao comprimento das pernas. Ele não tinha alças, o que não vi como defeito e o preço estava fabuloso. Me lembro do dia do lançamento dele, quando gostei, mas nem tanto, devido ao preço. Paguei com gosto. E nesse dia, as compras pararam por aí (ainda voltei na Mercatto, num outro dia, para comprar um bolerinho de linha para colocar com um vestidinho TQC no trabalho por 19 reais).
Acho que uns 3 ou 4 dias depois, voltei à Leader para trocar umas blusinhas da minha mãe... pronto. Fui trocar por coisitas para mim. Andava procurando umas blusas bastante longas, interessantes, mas lisas e encontrei. Levei duas. Estava indo fazer a troca, onde eu não teria de dar dinheiro algum a mais, e eis que no caminho, me deparo com uma arara com umas saias na cor chumbo com laço na cintura e botões na frente. Sempre gostei de saias, mas nos outros. Ganhei uma no início do ano da minha mãe, uma saia ultra-romântica, floridinha, com renda na barra de cós alto, muito bonitinha. Hesitei meses em usar, até que eu me dei uma chance. Em casa, vesti com uma blusa lisa linda por dentro da saia e saí. O dia foi passando e eu fiquei bastante incomodada com a blusa para dentro (total falta de costume) e resolvi, num átimo, colocar a blusa por fora da saia. Me senti melhor, mesmo com aquela blusa amassada na parte de baixo. Tenho certeza que ficou esquisito, mas eu fiquei bem mais confortável. Confesso não saber se vou usar a saia de novo. Talvez sim, quando estiver mais magra, mas nunca se sabe. Eu nunca me achei bonita de saia e por isso nunca usei muito (o que o diga o CPII) mas resolvi dar uma chance para aquela. Experimentei, pensei, gostei e levei. Por uma bagatela de 15 reais. Linda. Uma saia. Só não sei quando usarei.
E comprei, num dia desses, uma calça sarouel linda, num tecido que não sei explicar bem, mas ele brilha um pouco. Muito bonita, comprei por ser diferente, e estou louca para ter um evento e estrear...
E os brechós online? Vício total... adoro. Normalmente não compro muito, mas gosto de muitas coisas, mas é aquilo que eu disse: como eu compro tudo a vista, tenho que pesar mesmo a consequência dos meus atos. E eu peso mesmo e normalmente não compro. Mas surgiram dois negócios incríveis. Um deles foi uma bota Via Uno, que costuma ser muito cara (e muito confortável) por meros 40 reais! Eu nem pensei muito. Combinei toda a transação e comprei. Sempre quis uma bota e era a oportunidade perfeita: meu número, confortável e preta. Ok, ok, de bico fino, coisa que eu não gosto muito por já calçar um número grande, mas... a bota era muito phyna!!! Comprei e não me arrependi. Já usei e recebi "n" elogios pelo look (quem sabe um dia eu poste aqui!). Outra comprinha num brechó online foi um colete jeans. Mas não daqueles curtos. Sabe aquela sua jaquetinha? Então... corte as mangas! É o meu colete, lindo, perfeito, por míseros 29 reais (e veio com a etiqueta da loja, onde custava 149). Foi ou não um excelente negócio?
E semana passada cometi mais um devaneio de compras, me prometendo ser o último...
Trabalho em frente a um mega shopping, o que é péssimo para mim, pois sempre vou almoçar lá e sempre sei o que está na liqui, quando vai estar... enfim, num dia desses na semana passada, fui almoçar e vi que uma loja que sempre tive vontade de comprar mas nunca tive muita atração pelos preços, estava numa mega liquidação. Pensei em entrar, mas ao chegar na porta, percebi que tinha uma cordinha, limitando a entrada de clientes. Entendi como um aviso e fui embora. Fui, mas não esqueci um vestidinho lindinho, xadrez de azul marinho que vi na vitrine e resolvi me dar uma chance no dia seguinte, ainda mais quando vi as compras que uma colega de trabalho havia feito por lá (no dia da cordinha!) e o preço que havia sido. No dia seguinte, fui almoçar, mas antes, passei em frente a loja e lá estava a cordinha e o meu vestido azul não estava mais na vitrine. Dei uma murchada, fui comprar meu almoço já desistindo da loja, afinal, não tinha mais o que eu queria... na volta, passei na porta, como quem não queria nada e pimba! a cordinha havia saído. Entrei né... perguntei pelo vestido xadrez, mas havia terminado. Na vitrine, havia um vestidinho de renda, balonê, bem lindinho, por uma bagatela de 39 reais, e antes custava 190. Não custava nada experimentar, uma festa estava por vir... E quando me olhei no espelho... OMG!!! Perfeito! Levei ali. Estava super satisfeita, mas algo me dizia que poderia ficar mais. Ao me encaminhar pelo caixa, uma sapatilha lindinha assobiou para mim. Eu andava há tempos procurando uma sapatilha moderninha, que não fosse toda lisa e que fosse a minha cara e lá estava ela! Experimentei, não custava nada... apaixoneeei! Por um precinho de 19 reais e antes era 89. Me dei muito bem! Saí feliz, prometi parar.
E até hoje, quinta-feira, desde sexta passada, não compro nada para mim. Pretendo continuar assim durante todo o mês de agosto. Tudo bem que ontem comprei uma casinha para a minha filha, mas NÃO FOI PARA MIM!!! e ela adorou... ficou lindinha! E só!
Agora é aguardar. Se eu deslizar aqui estarei para mais uma sessão.

Obrigada a todos do grupo por me aceitarem aqui, por deixar minhas palavras correr pela sala... me sinto muito mais aliviada... hahahahaha.
Admito: eu sou uma shopaholic.

(ficarei devendo fotos!!)

sábado, 25 de junho de 2011

Amizades

Costumo dizer que amizades são feitas nos lugares e momentos mais improváveis, nos mais impossíveis e são justamente essas que vão para frente. Ninguém diria que, onde ninguém se conhecia, onde todos estavam entre estranhos, em 1997, sairia uma amizade que ultrapassa os limites do que se entende por amigos. Quando se poderia imaginar uma amizade verdadeira oriunda de uma seleção de estágio onde todos competem pela mesma vaga? Quem está disposto a formar laços de amizade no primeiro período da faculdade, depois da primeira prova de cálculo I? Como você vai contra a corrente e vira amiga daquela menina estranha que não parece sorrir? Minhas (melhores) amizades surgem assim, de modo avassalador, de surpresa, sem avisos.

Uma amizade da qual me orgulho muito de não ter perdido – pq eu fiz por onde – foi a do Igor. Sempre fomos muito amigos, tentamos ser mais, mas somos tão parecidos, tão dinâmicos, tão práticos, que estamos juntos de outro modo até hoje. E sabe que isso tudo poderia ter acabado por ciúmes? Mas não. Poderia falar sobre o Igor páginas a fio, mas seria até desleal, visto que é nítida a forte ligação que temos, os olhares de compreensão e porque não dizer, até pensamentos sincronizados. Não preciso dizer muita coisa sobre ele, afinal, ele sabe. Te amo.

Nunca fui de ter muitas amizades femininas, mas essa me marcou de um jeito muito particular. Estávamos concorrendo para 3 vagas de estágio na Globo.com e nos tornamos concorrentes diretas, visto que chegamos até a fase final juntas. Numa das últimas fases – se não a última – teve uma entrevista coletiva e uma mega dinâmica de grupo. A dinâmica foi super tranqüila e como o destino estava a nosso favor, ela ficou no meu grupo da dinâmica. Gostei dela de cara, de graça e passei a gostar mais depois da entrevista coletiva. O resultado da dinâmica foi dado praticamente na hora, o gerente – que estava nos avaliando naquele momento – foi muito transparente ao analisar nosso caso e deu um sinal verde para nós, aquela ponta de esperança que o pessoal do outro grupo não viu muito na hora. Ali, éramos mais concorrentes do que nunca e foi o momento da entrevista coletiva. Nunca curti muito, mas não tinha como fugir. Parecia que o Armênio (da Gcom) sabia o que me dizer, parecia que ele me conhecia e me fez uma pergunta cuja resposta veio tão emocionada, que eu mesma não me entendi. No fim, era algo de família e meu falecido irmão me veio na cabeça na hora. Minha voz estremeceu, meu mundo deu uma girada, mas respondi a pergunta olhando diretamente para ele, que como num sinal de respeito ou no melhor estilo “eu sei o que você está sentindo”, acenou a cabeça uma vez para mim e ao mesmo tempo, me vem a Marianna, a única pessoa que se ligou no acontecido, que ignorou a regra de competição naquele momento, me oferecer um copo d’água e perguntar se estava tudo bem. Muito surpresa e ainda sem saber se havia mesmo respondido a pergunta que me foi feita, saí dali com duas coisas na cabeça: “passei?” e “que pessoa foda”. Uma semana depois, eu estaria me encontrando com a mesma pessoa no exame admissional e em seguida, no PROJAC, rindo horrores e falando mal de algumas pessoas. Uma pessoa fantástica que foi posta no caminho e com a qual mantenho contato até hoje. Quiseram que nos separássemos, para que os caminhos de cada uma fosse traçado, mas como somos modernas, traçamos nossos caminhos de modo que se encontrem. Foi uma amizade muito feliz, que tenho o prazer de manter. Virou minha personal make-upper (inventei agora) e acredito muito no talento dela. Uma pessoa MARA, né, Mari?

Passar do ensino fundamental para o ensino médio é algo quase tão mágico (ou aterrorizante) quanto ir para a quinta série. As coisas mudam, (algumas) pessoas amadurecem – e podem até ficar chatas - surge um mundinho novo, onde alguns acham que separar o joio do trigo é simplesmente decidir quem vai fazer vestibular quando o EM acabar e quem não vai. Era um caminho de 3 anos a percorrer, mas tinha gente super paranóica com faculdade, com o crescimento, com a mudança para adulto... enquanto algumas pessoas ficavam recolhidas no seu humilde canto, sem contar da sua vida para ninguém, não querendo se meter na dos outros , só querendo terminar a porcaria do ensino médio e sair daquele mundinho esquisito e complicado. E essa pessoa era mal vista por isso! Falavam mal dela, não é, Paula? Tive o primeiro contato com a Paula indiretamente, afinal, não foi ela quem veio falar comigo... vieram falar dela para mim. Soube dela pela boca mais improvável do colégio. Sabe aquela menina toda recatada, que não fala com ninguém, não se mete em nada, nunca sabe de nada para não se comprometer? NÃO ERA ELA!!! Ela sabia muito bem o que estava fazendo, ela era do tipo que calculava todos os passos. Sabe aquela pessoa que via prazer em plantar a semente? Era ela. Não era má pessoa, mas era uma pessoa para manter o nível de alerta alto. Mas suas palavras não funcionaram comigo. Numa das aulas de educação física (um ano depois de estar estudando com a Paula), que eu nunca fazia, não me lembro se eu ou a Paula resolvemos que era hora de colocar tudo a limpo. E dessa conversa participou também uma grande amiga que tenho hoje, né, Priscila? Fazendo um parênteses, a Pri entrou no colégio no segundo ano e relutou ao falar comigo, pois me achava meio escrota. Mas ela veio me pedir uma matéria e pronto, nos falamos. Voltando ao dia da aula de educação física... matamos aula e fomos conversar (muito mais interessante do que ficar correndo atrás de uma bola). Foram horas de risos e muito papo, onde colocamos as diferenças, as pessoas, tudo em pratos limpos. Foi ali que tudo começou. Uma amizade que eu adoro, onde cada uma aceita a outra exatamente do jeito que é, sem desvios de caráter, com personalidade e respeito. Uma fala exatamente o que pensa da outra e é por isso que dá tanto certo. Claro que depois do colégio, cada uma seguiu seu rumo, mas o contato nunca morreu. Hoje a amizade forte está de volta. Não com todos os encontros que queríamos, mas com a proximidade necessária para que uma saiba que a outra está sempre ali, para o que der e vier.

E o que dizer do meu início de faculdade? Foi fantástico. Eu era aquela menina aplicada, que só pensava em ir bem no primeiro período. E foi um período esquisito. Estava num curso que eu não queria, mas sabe quando as pessoas valem a pena? Pois é. Valiam. E as máscaras caíram depois da primeira prova. Alguns grupos se desfizeram, afinal, pessoas do mesmo grupo não tinham ido bem na prova. Uns colocavam a culpa de suas notas no outro e os grupos ficaram classificados em quem tinha ido bem e quem tinha ido mal. Eu fiquei de fora de tudo. Não fui muito bem, mas não fui totalmente mal e tinha pessoas na mesma situação que a minha, que estava na média, mas que não queria se juntar a grupo algum. E foi assim que eu conheci o meu melhor amigo na faculdade – e que se estende até hoje. Estávamos na mesma situação: aquele não era o nosso curso, aquela não era a nossa praia, mas estávamos surfando naquela onda. A primeira prova de cálculo nos uniu. Queríamos ir bem e nos ajudar e foi o que fizemos. Começamos no trabalho de grupo e fomos muito bem e a parceria não parou. Estudávamos sempre, muitos exercícios, muitas risadas e ali percebemos o quanto foi precioso entrar no curso errado. Dizem que alguém escreve certo por linhas tortas e provamos isso. Acabamos por sair daquele curso e cada um seguiu o seu caminho, mas jamais nos separamos. Todas as matérias que tínhamos em comum, fizemos juntos. Até as que não nos era comum, dávamos um jeito de um assistir no curso do outro, só pelo simples prazer da companhia. Marcávamos lugares entre nossos blocos de estudos para nos encontrarmos e colocar as matérias e as fofocas em dia. Confesso que quando o José Roberto foi morar em SP, meus dias na UFRJ ficaram menos alegres. Ele me passava uma excelente vibe só de estar por perto, só de saber que existia a possibilidade de encontrar com ele no ponto de encontro das quentinhas da Eliane. Mas eu apoiei de cara sua decisão de se mudar do RJ por melhores oportunidades e fiquei mega feliz em saber que ele se deu bem, do jeito que ele queria. E estamos mais próximos do que nunca! A distância só nos uniu! E estamos sempre juntos, nos dando força, desabafando, rindo como nunca. Estamos juntos, não importa onde.

Minhas amizades são assim. Aparecem em lugares inusitados, do tipo oportunas, fantásticas. Onde menos se espera, surge um papo e a mágica acontece. E permanece. Não mudaria nada. Seria a escrota do colégio, a rival na entrevista de estágio, a isolada da turma de cálculo novamente, do mesmo jeito, para ter exatamente o que eu tenho hoje: amigos extraordinários.



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Unhas da Discórdia

Aconteceu um fato engraçado aqui em casa no sábado e que se estendeu até hoje (e que eu preciso colocar aqui como uma forma de desabafo, já que com quem quero gritar e destilar todas as palavras mais ardidas eu não posso).
Comprei um vestido (lindo, preto, TQC, fantástico) para ficar de sobreaviso no meu armário, pois nunca se sabe quando vai surgir um evento - que acabou surgindo - e se tem de estar linda. Pois bem, deixei meu vestido dentro do saquinho da loja em cima de um sofá que fica no meu quarto. Ninguém mexe, então, não me preocupei. No dito sábado, cheguei em casa e vi que haviam mexido em absolutamente todas as minhas coisas no quarto. As pessoas aqui de casa acham que arrumar é simplesmente um ato superficial, isto é, tem de parecer arrumado e para isso, pegaram as coisas que estavam em cima do sofá e jogaram - literalmente - dentro do armário, inclusive meu saquinho com o vestido novo. Imaginem a minha cara quando abri meu armário e vi aquele caos?!? Fiquei arrasada, mas tudo bem, comecei a pegar as coisas para arrumar, separar roupas da semana para lavar (já que haviam juntado tudo...) e foi aí que aconteceu.
Quando fui pegar o saquinho do vestido, ele estava estranhamente aberto, sabe quando o saco de batatas está aberto no chão da feira para que as batatas fiquem expostas? Pois é, o saquinho do meu vestido estava assim, mas com um PLUS: um punhado de unhas cortadas, aparentemente de Pé, estavam em cima do meu vestido, dentro do saquinho. Fiquei completamente enojada e ao mesmo tempo com ódio. Como assim... UNHAS?!?!?!?!?!?
Saí pela casa indignada e a primeira a saber de minha surpresa com mais detalhes foi a Jô. Como ela estava ali, diante de mim e com a mesma cara de nojo, perguntei se havia sido ela (sabia que não, afinal, ela mal tem unha nos pés e nas mãos para cortar daquele jeito que havia encontrado) e é óbvio que não havia sido. Meu coração sabia, minha cabeça sabia. Obviamente perguntei a minha madrinha, que não sei por que, mas de uns meses para cá, vem dando uma de sabotadora. Juro: ao primeiro momento, não desconfiei dela, mas aí...
Po, ela disse que não foi, que aquilo era maluquice (concordo!!!) e eu resolvi perguntar para a outra moça que trabalha aqui em casa. Era dia de folga dela, mas não me intimidei em ligar para perguntar. Ela ficou indignada e tudo o mais, mas disse que não foi ela. Acreditei, afinal, por mais que ela corte as unhas dos pés na minha casa, ela sempre corta no chão da área de serviço, onde tem mais luz. E o papo foi morrendo, porque não foi ninguém.. ninguém sabia de nada, ninguém viu nada... e eu deixei para lá, a tempo de ouvir minha madrinha dizer que o Bombeiro Hidráulico da Fabrimar havia estado no meu banheiro... já perceberam onde eu quero chegar né? Lembra que eu disse que não desconfiei dela no primeiro momento? Mas como não desconfiar de uma pessoa que acaba insinuando que pode ter sido o Bombeiro? Que o cara tirou as botas, as meias e se sentou confortavelmente no meu sofá, sabendo do meu vestido novo no saquinho, corta as unhas e coloca lá pra eu ficar "putinha"??? POR-RA!!!
Aí eu comecei a achar tudo muito estranho, mas o papo morreu. Peguei meu vestido, lavei e esqueci da história. Até onde foi possível.
Hoje, a moça que estava de folga teria de trabalhar na minha casa e ela não foi. Não perguntei o motivo e meu dia seguiu tranquilo, até agora à noite. Minha madrinha vem me dizer que a moça não veio trabalhar por minha causa. WTF???? Como assim? Tive que perguntar o que eu fiz para que ela não viesse trabalhar. Alegou que estava muito sentida, abalada emocionalmente por eu pensar que pudesse ter sido ela no caso do "Mistério das Unhas". Ui! Magoei litros! Não! Achei o fim do mundo dar uma desculpa babaca para não vir trabalhar. Era melhor ter inventado uma dor de barriga foda.
No fim das contas, falei um pouco do que eu queria para a minha madrinha, nenhuma mentira. Que perguntei a todos da casa, inclusive ao meu padrinho. Não acusei ninguém. Perguntei para tentar chegar na pessoa, não cheguei e parei. Minha madrinha esqueceu que foi ela mesma quem sugeriu, além do Bombeiro da Fabrimar que a própria moça poderia tê-lo feito (essa parte eu deixei quieta). E ela acabou colocando culpa na moça da loja, sendo que eu tirei o vestido mil vezes do saquinho para mostrar para as amigas, para os amigos e para a mamãe (e não tinha unha nenhuma); e acabou chamando a Jô - aquela fofa, que eu mega adoro - de MACUMBEIRA!!! Fiquei puta pra caralho. E o "macumbeira" saiu como se ela tivesse dito a maior verdade do mundo.
Fiquei bem chateada mesmo. Se ela fosse macumbeira, ela também não teria absolutamente nada a ver com isso e para mim, a religião não reflete o caráter de uma pessoa, vide a sabotadora, que é católica e acha que está acima de muita gente pois frequenta a igreja, às vezes, aos domingos. Além disso, achei que a moça que faltou hoje merecia o oscar... hahahahahahahaha. Quando ela vier na quarta-feira, vou ter uma conversa com ela, olhando pra ela e vai ser aquilo: se tudo acabar bem, bacana; se não, bacana!
Caguei #mil.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Adendos - Saldo 2010

Te falar... acabei de postar sobre meu ano passado e resolvi ler meu post sobre 2009. Realmente: citei o fato de que não havia brigado no namoro até aquela data, o que me faz concluir que quando rolar uma briga nesse namoro, vai ter um post especialmente para ela.
Outra coisa que percebi - e não tem nada a ver com o post de 2009 - é que falei muito de chuvas num momento em que estamos passando um sufoco danado aqui no RJ por culpa delas. Foi totalmente sem querer. Meu humor é ácido, mas não sou capaz de fazer trocadilhos com tragédias. Não faz meu estilo. Se bem que, quem lê me blog me conhece, logo... vai entender perfeitamente isso.


Beijos

Saldo 2010

Ainda estamos em Janeiro e me sinto bem para fazer um balanço do meu ano que passou. Sabe que ainda estou desejando "Feliz Ano Novo" para algumas pessoas? Mas credito tudo a Janeiro. O mês ainda não passou, ainda vejo decorações de natal por aí e conheço pessoas que ainda não se falaram em 2011. Mas não vim para falar de um ano que mal começou. Vim para falar de um ano que passou levantando poeira, me sujando por completo, me obrigando a me sacudir. Alias, sacudir é uma das palavras interessantes para descrever o ano de 2010. Não só para mim, mas para muitas pessoas que me cercam.

Não posso reclamar completamente de 2010. Terminei 2009 com uma proposta de estágio, uma que estava precisando e lutando muito para conseguir. Na virada de um ano para o outro, até mudei meu estilo: coloquei branco, esmalte rosa... tudo para atrair boas vibrações para 2010 (sabe que repeti o ritual para receber 2011???) e deu certo. A mandinga funcionou e comecei no estágio técnico em Janeiro de 2010. Não foi do jeito que eu queria, não aprendi as coisas que devia, mas toda e qualquer experiência é valida quando se quer crescer como pessoa - e eu sempre quero. Fiz amizades otimas, levei rasteiras de outras e mesmo assim, fui feliz no estágio. Durou praticamente o ano todo, já que fui chamada para um trabalho de verdade numa empresa de verdade com trabalho de verdade. Aceitei sem piscar. Parei de reclamar da vida profissional e segui em frente. Estou feliz, na minha área, com novas pessoas e novas análises a fazer.
Ainda tive uma experiência fantástica de algumas amizades verdadeiras e de aprendizados para sempre. Trabalhei no Par Perfeito e vi de tudo. Aprendi com a história da vida de outras pessoas, um local fantástico para descontruir preconceitos, mitos e mentiras. Um local onde todos são muito francos, onde as pessoas prezam a sinceridade e a cumplicidade. Fora o trabalho, que foi divertidíssimo, fiz amizades que se conectaram a mim de forma tão rápida, que não sei explicar. Na verdade, juntas, já tentamos explicar e não conseguimos. É o tipo de ligação que não se explica, se vive, se aproveita e pronto. Sou muito grata por isso.

Foi um ano de concursos. Estava mesma decidida a mudar de vida e me inscrevi em quase todos em que teria alguma chance. Confesso: estudei mais para uns do que para outros, mas valeu como experiência, para saber o que preciso reforçar... e sei que estudando forte, pode dar certo. Em dois concursos não passei por pouco e onde eu achei que fosse sucumbir, cresci, pois reconheci em mim uma vontade nova de querer passar, de me dedicar a aquilo. Não podia reclamar dos resultados, pois para alguns não estudei do jeito que deveria e para outros não estudei como queria, mas irei. Tirei lições, como tudo em que faço na vida. Para esse ano, tenho objetivos em concursos e já comecei a traçar meu caminho.

Minhas amizades se mostraram fantásticas, daquelas que você pode fechar os olhos e se entregar. Sim, sim... o Igor está nesse meio. É aquele que sempre me apóia em minhas questões e opina em tudo. Amo. É uma pessoa que não diz necessariamente o que eu quero ouvir, mas diz o que ele pensa, o que sente, o que acha, e isso para mim tem um valor que não consigo mensurar. Não é o tipo de amigo que se tem para ouvir palavrinahs bonitas, para ser sempre confortada (pq vamos combinar: a vida nao é toda conforto!!!), mas é o amigo ideal para quem quer ouvir sempre a verdade, doa ou não.
Outras amizades morreram (como não poderia deixar de ser, normalmente, ao longo do ano, percebemos o que não nos serve e passamos para frente). Sabe que não liguei? Fiquei muito melhor sem elas e confesso: poderia tê-las dispensado antes. Algumas ainda me perseguem, mas eu finjo que não vejo.

Minha vida amorosa esteve fantástica (e continua!), não tenho mesmo do que reclamar. Meu namoro continua a todo vapor, mesmo depois de ter descoberto que existe uma (nooooossa... uma pessoa!) alma invejosa que torce contra. Esse tipo de coisa não nos afeta, afinal, nós é que temos de nos gostar e não somos o tipo de casal que faz pose para quem está do lado de fora, já que ninguém de fora paga as nossas contas ou discute o nosso relacionamento como nós. Não somos atores. Somos verdadeiros e acredito ser por isso que nos damos tão bem. Não pensamos no que as pessoas vão dizer/pensar de nós, porque isso não importa. O que importa é o cada um enxerga no outro.
Não tivemos nenhuma briguinha sequer (não brigamos até hoje, desde o início do namoro!) e estou achando isso sensacional! Tenho um gênio terrível e nunca brigamos! Sou super chata e ele nunca ficou de mal humor comigo quando eu fui chata - pq reconheço que sou chata quando eu quero ser. Aos olhos de algumas pessoas formamos um casal super improvável, mas que no fim das contas, um casal perfeito. A compreensão entre nós existe, nossa relação é baseada num diálogo franco, aberto e sempre somos sinceros um com outro, até quando achamos que pode magoar. Sim, estou apaixonadíssima por ele e confesso: no inicio tive dúvidas, já que várias pessoas me perseguiam, querendo casinhos, rolos, nada compromissado, mas hoje, não penso nessas possibilidades.
Nos amamos, sem dúvida. Temos planos ambiciosos e um deles, quem sabe, pode se realizar esse ano. Não sabemos onde vamos parar, mas por enquanto, sabemos que não queremos parar.

Tive um momento tenso em 2010: meu pai teve um AVC e fiquei super mal, pensando mil coisas e no fim, achei uma médica fantástica que me acalmou, me fez entender a situação e viver com ela. Meu pai está ótimo, vive normalmente e eu, de longe, tento o mesmo.

No fim, o ano de 2010 não foi mal. Realizei a maioria das coisas que queria, com alguns contratempos, mas o que seria da vida sem os contratempos, sem aquela ventania que levanta um tipo de poeira que não sai quando se sacode a roupa? Do que seria a vida sem aquela chuva inesperada que te molha dos pés a cabeça e no fim das contas, onde você deveria estar furioso você dá um largo sorriso e cantarola uma música? Meu ano foi assim: cheio de coisas que normalmente, fariam desistir, mas que foram encaradas como apenas mais um obstáculo a ser ultrapassado. Nunca estive sozinha e esse foi meu grande incentivo do ano. Meus amigos enfrentaram ventanias e chuvas comigo; nos molhamos juntos, cantamos juntos, sacudimos nossas roupas juntos e estamos aqui: bem, prontos para mais um ano, prontos para mais chuvas, ventos, sorrisos e choros. Estamos prontos para viver, para experimentar, para sentir, para saber. Por que queremos sempre mais.