terça-feira, 9 de outubro de 2007

Nostalgia - pt. 2

Nessa minha caixa de lembranças, além das cartas, bilhetes e rascunhos que citei, existem outros objetos de efeito. Quase todos meus emblemas - pq no colégio em que estudei, cada série usava um emblema no bolso da camisa, localizado no peito esquerdo - assim como minhas carteirinhas referentes a cada série e até o crachá eletrônico - que nunca funcionou. Tem ainda um cartão de aniversário que recebi de toda a turma no meu aniversário, no ano de 2001 - meu 1º ano do ensino médio - , tem fotos de pessoas que nem sei mais onde andam, tem o convite da minha colação de grau, os recibos da festa de formatura e uma pulseira amarela do churrasco de formatura. Cada objeto tem uma energia diferente, e não importando se é boa ou ruim, fico feliz por já ter passado pelos tais momentos e igualmente feliz - ou mais - por conseguir revivê-los com tamanha fidelidade.
Me bate uma vontade de narrar todas as histórias, de cada coisa, nos seus mínimos detalhes, e eu talvez até faça isso. Não hoje, não amanhã, mas um dia. Acho que receio esquecer algo, deixar passar algum suspiro ao longo do tempo... mas por hoje, resolvi escolher uma carta
recebida. Não sei bem ao certo a data em que a recebi, mas tenho certeza de que foi em 2003, o ano em que recebi muitas coisas. Não me venha cobrar a data, pois vale lembrar que a maioria das pessoas não coloca, a não ser que seja uma redação e que seja formalmente pedido. Nisso, terão de confiar na minha memória.
Era uma carta bem engraçada, onde a pessoa dizia não saber se era digna da minha e de mais algumas amizades. Dizia que de um modo estranho, me amava e que gostaria de que esse amor fosse igualmente sentido por mim, que que podíamos ter uma amizade bem f
orte, mas com a esperança de que ficássemos juntos o máximo de tempo. Achei muito fofa a carta, que mesmo cheia de palavras disse muito e pouca coisa. No fim, vi que foi uma "carta-teste", que queria ver como eu reagiria à esta e tal, porque não muito tempo depois, recebi outra. E esta segunda dizia muitas coisas.
Já me pediram para transcrever as cartas e tal... mas não acho uma boa idéia. É invadir a privacidade alheia: a minha e a da pessoa que me mandou. Lembro de que no envelope da segunda carta, estava escrito em letras garrafais para que eu lesse o conteúdo sozinha. E li. Lembro-me de ter guardado a carta até o dia seguinte, para ler de manhã, no ônibus, na ida para o colégio.

Além de eu não transcrever as cartas - ou parte delas - também jamais direi quem as escreveu... segredo de estado... hahahahahaha.

E meu estado de nostalgia não acaba aqui... foram muitos anos convivendo com pessoas que adoro, desde faxineiros a diretores, e também com pessoas que passei a odiar. São muitas coisas para contar. Algumas, atravessam as paredes do colégio centenário e simplesmente atravessam a rua. E essa vai ser minha próxima história... minha 3ª dose de nostalgia... e não me pergunte quantas doses serão, o que sei é que meu pote ainda não está cheio...


*Pat, adorei vc ter comentado no meu blog... e obrigado pelo elogio à minha escrita, mas eu acho que vc escreve fodamente bem... E quanto à caixa de lembranças, jamais guardarei a minha no alto do armário... pode ser mesmo algo torturante, mas eu gosto de lembrar... e nisso já entra o comentário do Anônimo - obrigada por ter comentado - que diz que é pra ficar no passado e tal, pq pode ser doloroso ficar imaginando como seria a vida se vc tivesse seguido aquele ou o outro caminho... Mas é isso que gosto de fazer!!! De analisar, de sentir saudade ou não... sei lá, sou mesmo um pouco masoquista... Mas mesmo assim, ficarei relembrando... acho gostoso, tenho sensações diferentes, mas não novas... Beijos para vc, amiga, e para vc anônimo...


Beijos generalizados...

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