terça-feira, 27 de maio de 2008

Explicações

Maio foi um mês de produção... produzi amizades, textos, pensamentos... e tudo foi tomando tanto o meu tempo, que não soube administrá-lo de forma mais inteligente do que de costume... Acabei que no final de todas as minhas atividades, mesmo com o tempo inexistente, fiquei feliz com tudo o que fiz, feliz com o que sei que está por vir...
Minha vida foi caótica até certo ponto e sim, eu amo o caos... Hahahahahahahahaha.
Prometo que voltarei a tudo, a todos... a mim mesma... daqui a pouco, sem rodeios, sem muita conversa... tenho milhões de coisas para contar, pessoas a analisar e tenho que por tudo exposto, tudo solto, no ar...
Volto... voltarei... sempre estarei...

*Anônimo "mais recente": vc me tocou de um jeito muito diferente (rimar não foi a intenção). Sou do tipo que tenta desvendar, até quando se sabe que pode ser difícil, ou até impossível... Imaginei milhões de rostos para você, vozes, cores... e nada veio. Decidi que você seria, então, simplesmente, "meu anônimo"... Agora que pensei... mas e se for anônima??? Não me interprete mal... seria "minha anônima"...

Beijos anônimos...

domingo, 4 de maio de 2008

Dois em Um

Nos conhecemos assim, quase sem querer. Uma amizade quase descompromissada. Quando o vi pela primeira vez, ele era estranho, falante em absolutamente todos os papos e ao mesmo tempo, possuía um olhar distante. Comecei a achar que era ele e não era, ao mesmo tempo; que existia uma pessoa por trás daquela que se mostrava para mim. Lembro que depois do primeiro encontro, achei que poderia haver algum mistério. A maioria das pessoas desistiria ao primeiro olhar, a primeira visão de que poderia ser algo trabalhoso. Mas não sou pessoa de desistir ao primeiro obstáculo. E nossa amizade continuou e foi se fortalecendo a cada encontro. E o mistério foi ficando melhor, maior... ficou melhor.
Tínhamos algo esquisito. A gente se dava incrivelmente bem e intuitivamente sabíamos que não era necessário guardar segredos de um para o outro. E não guardamos. Quando estávamos com "n" pessoas ao redor, éramos uns, éramos diferentes. Não ruins, mas simplesmente pessoas que se adaptavam ao meio. Eu, na verdade, me adaptava sim, mas nunca escondia quem eu realmente era, deixava minha marca e fazia minha pessoa com minhas atitudes; sempre tentei ser eu mesma, embora fosse claro que em algumas situações era mais confortável me guardar e deixar as coisas acontecerem, para nada dar errado por minha causa. Mas esse meu amigo...
A vida dele é diferente. Para ele, existia uma necessidade grande de ser uma outra pessoa, de usar uma casca protetora ao longo do tempo. Quando o conheci, era essa casca que ele estava usando, era essa blindagem que
existia nas atitudes dele e no seu olhar. Era isso, no fim das contas, que eu queria tirar, era o que estava por baixo dessa proteção que minha curiosidade queria conhecer.
Deixei isso claro a ele. Disse que já conhecia o exterior e o que me interessava era o interior. Eu sabia que estava prestes a conhecer uma nova pessoa: diferente, mais séria, mas nem por isso menos interessante. A mim só interessa saber o lado verdadeiro das pessoas, algo que nem todos estão dispostos a mostrar. Por medo, ou vergonha. Nunca se sabe ao certo.
Não era um processo muito difícil, afinal, eu estava querendo saber e ele, se revelar. Mas sabíamos que era algo a se fazer entre nós, algo bilateral, somente de um para o outro. Quando estávamos cercados de muitas pessoas, eu sabia quem iria encontrar, assim como todos sabiam, mas a diferença é que eu sabia que podia esperar mais, eu sabia que havia mais. Eu sabia que sabia mais. E para ver o verdadeiro, para conhecer quem eu já sabia que existia, sabia que o ambiente teria de ser diferente.
É engraçado como a gente só consegue conversar sério quando estamos sozinhos. É engraçado também como nosso papo flui parecendo que estamos vivendo em outra dimensão, sem tempo, sem relógio, sem pressa... e quando olhamos o relógio, o tempo voou e que para nós não passou.
Soube de muitas coisas novas, assim como confirmei coisas que já achava. Sabia que o adorava, mas não sabia no que esse sentimento podia se transformar. Conheci, sem defesas, sem rodeios, sem tecidos, uma pessoa
maravilhosa, sensível, que tem muito amor a oferecer, muito carinho a dar... Vi que ele quer se doar a uma determinada pessoa sem dar nada em troca, simplesmente porque faz parte da índole dele, vi que o que ele quer em troca desse carinho, dessa atenção e amizade incondicionais é simplesmente a reciprocidade. Nada material, nada comprado em loja de grife, somente o que se supõe que seja dado de graça, esperando felicidade e satisfação mútuas.
Até o fim de nosso papo - revelador de muitas formas - não sabia no que meu sentimento poderia mudar. Ao nos despedirmos, repassei tudo o que acontecera mentalmente e notei que minha admiração por ele crescera, assim como nossa amizade, e aquela adoração toda virou simplesmente amor. Fácil, de graça, sem cobrança, sem nada. Descobrira uma pessoa mais maravilhosa do que eu poderia pensar, do que eu sabia que existia. Uma pessoa apaixonante - e apaixonada -, fácil, ao primeiro momento, ao primeiro olhar. Mas sob o olhar verdadeiro, sem sombras, sem dúvidas. Simples.

*E nesse olhar tem alguma coisa... ainda não sei o que é. Ele me toca de uma maneira intensa, diferente... nova. Tenho de desvendá-lo...

Beijos - especial pra vc... mas só pra vc...