segunda-feira, 2 de março de 2009

Strangers - 1

PQP!!! Só assim mesmo...
Demorei muito para vir neste espaço. Confesso: fiquei com preguiça um tempo e em outras ocasiões, me esquecia mesmo... mas ainda bem que tenho amigos interessados aqui, que me lembravam sempre de postar.
Muitos beijos ao Igor e ao João. Ao segundo, coube a tarefa de me encher o saco, afim de que eu tomasse coragem e viesse escrever algo. Ok, ele não me encheu o saco (vai demorar a chegar, esse dia), mas me lembrou ao longo dos dias da semana passada. Até vim aqui, com grande boa vontade, mas o Blogger não me deixou postar...
Hoje aqui estou, em meio a pedidos, com grande alegria, postar a primeira história de várias.
Espero que gostem, espero que critiquem, espero que sugestionem.


Ela nunca cedia aos insistentes pedidos dele. Nada de namoro, nada de noivado, e sim, apenas um convite para uma saída entre amigos. Ela sabia que, por mais amigos que fossem, a probabilidade de acontecer algo além da amizade era grande, afinal, ele já havia confessado (somente numa noite) que sentia desejo por ela.
Incontáveis "nãos" se passaram, até que ela resolveu aceitar o pedido para jantar. Ele mal pôde acreditar no que ouvira, já que fez o convite (de certo modo) descompromissado, já aguardando a resposta de sempre, que acabou não vindo; era notada certa euforia em sua fala, que continha toques de ansiedade e nervosismo. Ela ficou feliz por perceber o interesse dele em encontrá-la e acabou por ficar nervosa, não sabendo o que esperar.
E o dia do encontro finalmente chegara. Ela passou o dia nervosa, sem saber o que esperar, enquanto ele esperava tudo, mesmo sabendo que poderia não acontecer nada. Ele chegou 5 minutos antes e conseguiu parar em frente a escada do prédio dela. Pôde vê-la descer com os cabelos e vestido esvoaçantes, com sandália de salto preta e uma bolsa azul, a mesma cor do vestido. Ela não esperou que ele abrisse a porta do carro e logo entrou. Se cumprimentaram com um simples "oi", quase sem jeito, sem quase um olhar para o outro. Ela quebrou o silêncio querendo saber onde jantariam e ele logo deixou a tarefa de escolher o restaurante com ela, que tentou recusar.
Enquanto ela murmurrava possibilidades, ainda parados em frente ao prédio, ele chegava mais perto dela, que fingia não reparar. Começou a olhar para ele quando este começou a dizer o quanto ela estava bonita... e ele foi se aproximando e a beijou. Por um infinitésimo de segundo ela pensou em recusar o beijo e levou o mesmo tempo para desistir da idéia. O beijou com desejo, que não sabia existir.
Ele sabia o que queria e a beijou por um longo tempo. Tentou avançar e temeu pela reação dela. Pousou uma das mãos sobre sua perna e sentiu que ela levara um leve susto, mas não a ponto de retirar a mão dele. Continuaram a se beijar e o clima entre eles ficou bastante intenso. Os dois decidiram que aquela era a hora de darem um passo maior, sem grilos, de forma consciente, com amor entre amigos.
A noite fora perfeita. Ele se mostrou carinhoso e atento aos desejos dela. Ele queria que tudo fosse perfeito, mais para ela do que para si mesmo. A encheu de carinhos e fez questão de deixar claro que ela era a parte mais importante daquela noite, além de deixar claro também que fazia de tudo para ver a felicidade transparecer em seu olhar.
Ao fim da noite, ele era pura atenção com ela e a deixou em casa. Sozinha, ela fez seu próprio julgamento sobre ter saído com um amigo e ter voltado com um amante. Ela não podia negar que estava com vontade, mas não podia ignorar o fato de ele ser um grande amigo (antes de qualquer coisa). Achou que se sentiria péssima com a situação, que a amizade não seria a mesma e qual foi a surpresa que teve ao acordar tranquila, com a consciência leve e com um saldo positivo da noite anterior...
Ela estava bem... o sexo fora ótimo, ele mostrou um lado que ela não conhecia: carinho, cuidado, preocupação... descobriu também seu lado insistente, mas nada que ela não tenha contornado com um beijo na orelha e uma transa logo depois.
E mesmo com o carinho todo, com tudo tendo fluído bem, eles não se viram e nem se falaram novamente. Ele ficou com receio de a amizade ter ficado diferente, enquanto ela, num canto, pensa que fantasiou demais sobre ele...
No fim, eles estão confusos, provavelmente com mais desejos a realizar, mas com grande receio do que a transa casual pode vir a causar...

Beijos