domingo, 19 de julho de 2009

Cartas.com

Jurava que já tinha falado desse assunto aqui... se falei, vira reforço; se não, é novidade.
Mesmo com esse mundo todo interligado, onde todos viajam em ondas de telefone, do SMS, da internet, encontrei pessoas dispostas a trocar cartas! Fantástico né? Quando soube, não levei muita fé, até que alguém perguntou meu endereço e eu passei. Na semana seguinte, recebi minha primeira carta e fiquei animadíssima. Peguei um fôlego grande e resolvi escrever para algumas pessoas. Se não me engano, escrevi para cinco pessoas e todas responderam. Fiquei mais animada ainda e resolvi levar a coisa a sério. Hoje, tenho por volta de 25 correspondentes ativos e fiz grandes amizades.
Rolou uma dúvida sobre o "ativo" né? Bom, tenho seguramente 25 pessoas que trocam cartas comigo e mais umas 10 que no meio do processo desistiram do mundo das cartas ou de mim - o que seria muito ruim. Dentre esses 25
correspondentes, fiz amizades incríveis e poderia destacar algumas, só não o faço aqui para preservar a paz entre todos. Poderia parecer que eu favoreço mais um do que outro, que dou mais valor a uma do que a outra carta que recebo (dependendo do remetente) e isso não é verdade. Abro com a mesma ansiedade cada carta que recebo, independente de quem tenha me enviado. Fico super eufórica quando minha mãe me liga para dizer que chegaram cartas para mim. Mas não posso ser hipócrita e dizer que todos os correspondentes tocaram meu coração da mesma maneira. Seria uma mentira total. Cada um me sensibilizou de um jeito, cada um com sua história e ainda mais com algumas coincidências. Fatos que acontecem - da mesma maneira - para com pessoas que você acabou de "conhecer", acabam por aproximar essas pessoas. Por isso o laço mais forte de amizade.
E um ano após o início de toda essa jornada, continuo com o frescor de quem está ingressando nesse mundo agora. Continuo agregando pessoas a esse grupo das cartas e tem dado tudo certo, mas ainda surgem aquelas pessoas não ativas e essas me deixam triste - mesmo. Existe todo um trabalho por trás desse "mundinho" de enviar cartas. Sim, demanda tempo, criatividade, paciência e até dinheiro (sim, dinheiro!) e muitas pessoas não reconhecem isso. Recebem sua carta e nem ligam para você e simplesmente não te respondem! Mas nem tudo é culpa da pessoa... o correio extravia correspondência e ficamos sem saber de quem é a culpa. Mas devo dizer, com toda a sinceridade que me cabe, que nunca penso no provável erro dos correios. Acabo sempre culpando o (a) coitado (a) da pessoa, mas devo resolver isso no fim desse mês (espero).
Mas isso não é motivo para desanimar, afinal, tem tantos "prós" e na história que não vale o desgaste dos contras. Amo escrever cartas e provavelmente ficarei até o último correspondente "apagar a luz".

Beijos

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