segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saldo 2010

Ainda estamos em Janeiro e me sinto bem para fazer um balanço do meu ano que passou. Sabe que ainda estou desejando "Feliz Ano Novo" para algumas pessoas? Mas credito tudo a Janeiro. O mês ainda não passou, ainda vejo decorações de natal por aí e conheço pessoas que ainda não se falaram em 2011. Mas não vim para falar de um ano que mal começou. Vim para falar de um ano que passou levantando poeira, me sujando por completo, me obrigando a me sacudir. Alias, sacudir é uma das palavras interessantes para descrever o ano de 2010. Não só para mim, mas para muitas pessoas que me cercam.

Não posso reclamar completamente de 2010. Terminei 2009 com uma proposta de estágio, uma que estava precisando e lutando muito para conseguir. Na virada de um ano para o outro, até mudei meu estilo: coloquei branco, esmalte rosa... tudo para atrair boas vibrações para 2010 (sabe que repeti o ritual para receber 2011???) e deu certo. A mandinga funcionou e comecei no estágio técnico em Janeiro de 2010. Não foi do jeito que eu queria, não aprendi as coisas que devia, mas toda e qualquer experiência é valida quando se quer crescer como pessoa - e eu sempre quero. Fiz amizades otimas, levei rasteiras de outras e mesmo assim, fui feliz no estágio. Durou praticamente o ano todo, já que fui chamada para um trabalho de verdade numa empresa de verdade com trabalho de verdade. Aceitei sem piscar. Parei de reclamar da vida profissional e segui em frente. Estou feliz, na minha área, com novas pessoas e novas análises a fazer.
Ainda tive uma experiência fantástica de algumas amizades verdadeiras e de aprendizados para sempre. Trabalhei no Par Perfeito e vi de tudo. Aprendi com a história da vida de outras pessoas, um local fantástico para descontruir preconceitos, mitos e mentiras. Um local onde todos são muito francos, onde as pessoas prezam a sinceridade e a cumplicidade. Fora o trabalho, que foi divertidíssimo, fiz amizades que se conectaram a mim de forma tão rápida, que não sei explicar. Na verdade, juntas, já tentamos explicar e não conseguimos. É o tipo de ligação que não se explica, se vive, se aproveita e pronto. Sou muito grata por isso.

Foi um ano de concursos. Estava mesma decidida a mudar de vida e me inscrevi em quase todos em que teria alguma chance. Confesso: estudei mais para uns do que para outros, mas valeu como experiência, para saber o que preciso reforçar... e sei que estudando forte, pode dar certo. Em dois concursos não passei por pouco e onde eu achei que fosse sucumbir, cresci, pois reconheci em mim uma vontade nova de querer passar, de me dedicar a aquilo. Não podia reclamar dos resultados, pois para alguns não estudei do jeito que deveria e para outros não estudei como queria, mas irei. Tirei lições, como tudo em que faço na vida. Para esse ano, tenho objetivos em concursos e já comecei a traçar meu caminho.

Minhas amizades se mostraram fantásticas, daquelas que você pode fechar os olhos e se entregar. Sim, sim... o Igor está nesse meio. É aquele que sempre me apóia em minhas questões e opina em tudo. Amo. É uma pessoa que não diz necessariamente o que eu quero ouvir, mas diz o que ele pensa, o que sente, o que acha, e isso para mim tem um valor que não consigo mensurar. Não é o tipo de amigo que se tem para ouvir palavrinahs bonitas, para ser sempre confortada (pq vamos combinar: a vida nao é toda conforto!!!), mas é o amigo ideal para quem quer ouvir sempre a verdade, doa ou não.
Outras amizades morreram (como não poderia deixar de ser, normalmente, ao longo do ano, percebemos o que não nos serve e passamos para frente). Sabe que não liguei? Fiquei muito melhor sem elas e confesso: poderia tê-las dispensado antes. Algumas ainda me perseguem, mas eu finjo que não vejo.

Minha vida amorosa esteve fantástica (e continua!), não tenho mesmo do que reclamar. Meu namoro continua a todo vapor, mesmo depois de ter descoberto que existe uma (nooooossa... uma pessoa!) alma invejosa que torce contra. Esse tipo de coisa não nos afeta, afinal, nós é que temos de nos gostar e não somos o tipo de casal que faz pose para quem está do lado de fora, já que ninguém de fora paga as nossas contas ou discute o nosso relacionamento como nós. Não somos atores. Somos verdadeiros e acredito ser por isso que nos damos tão bem. Não pensamos no que as pessoas vão dizer/pensar de nós, porque isso não importa. O que importa é o cada um enxerga no outro.
Não tivemos nenhuma briguinha sequer (não brigamos até hoje, desde o início do namoro!) e estou achando isso sensacional! Tenho um gênio terrível e nunca brigamos! Sou super chata e ele nunca ficou de mal humor comigo quando eu fui chata - pq reconheço que sou chata quando eu quero ser. Aos olhos de algumas pessoas formamos um casal super improvável, mas que no fim das contas, um casal perfeito. A compreensão entre nós existe, nossa relação é baseada num diálogo franco, aberto e sempre somos sinceros um com outro, até quando achamos que pode magoar. Sim, estou apaixonadíssima por ele e confesso: no inicio tive dúvidas, já que várias pessoas me perseguiam, querendo casinhos, rolos, nada compromissado, mas hoje, não penso nessas possibilidades.
Nos amamos, sem dúvida. Temos planos ambiciosos e um deles, quem sabe, pode se realizar esse ano. Não sabemos onde vamos parar, mas por enquanto, sabemos que não queremos parar.

Tive um momento tenso em 2010: meu pai teve um AVC e fiquei super mal, pensando mil coisas e no fim, achei uma médica fantástica que me acalmou, me fez entender a situação e viver com ela. Meu pai está ótimo, vive normalmente e eu, de longe, tento o mesmo.

No fim, o ano de 2010 não foi mal. Realizei a maioria das coisas que queria, com alguns contratempos, mas o que seria da vida sem os contratempos, sem aquela ventania que levanta um tipo de poeira que não sai quando se sacode a roupa? Do que seria a vida sem aquela chuva inesperada que te molha dos pés a cabeça e no fim das contas, onde você deveria estar furioso você dá um largo sorriso e cantarola uma música? Meu ano foi assim: cheio de coisas que normalmente, fariam desistir, mas que foram encaradas como apenas mais um obstáculo a ser ultrapassado. Nunca estive sozinha e esse foi meu grande incentivo do ano. Meus amigos enfrentaram ventanias e chuvas comigo; nos molhamos juntos, cantamos juntos, sacudimos nossas roupas juntos e estamos aqui: bem, prontos para mais um ano, prontos para mais chuvas, ventos, sorrisos e choros. Estamos prontos para viver, para experimentar, para sentir, para saber. Por que queremos sempre mais.

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