quinta-feira, 27 de março de 2014

Diabetes - Capítulo 04

Gente!!! Como assim???
Peraí... passei meses tomando remédios para controle/combate de diabetes e não tenho a doença??? Fiquei até tonta. Aline me explicou que eu tenho uma resistência insulínica, isto é, uma dificuldade da insulina realizar o seu trabalho de favorecer a entrada de glicose nas células. Isso acontece devido a ganho excessivo de peso e má alimentação. É claro, com esse quadro hoje, eu posso ser uma pré-diabética amanhã, mas ainda não significa que estou pré-diabética ou diabética, uma vez que meu açúcar está OK.
Fiquei aliviada, mas preocupada com essa questão da insulina. Nada de preocupações que me deixaram acordada de madrugada, mas o tipo de preocupação que faz pensar na vida que estou levando.

Enfim, exames marcados, devo fazer tudo na semana que vem.
Fiquei feliz em poder a voltar tomar, diariamente, meu nescau matinal com a fatia do meu pão de cenoura favorito. Ainda mantenho a linha, tentando comer pouco e tudo o mais, mas agora sem a mega neura do açúcar e dos biscoitos de água e sal.

Consegui marcar a nutricionista que a Aline me indicou, finalmente! Agora aguardando por mais essa fase!

#Força #Foco #Fé

sexta-feira, 21 de março de 2014

Diabetes - Capítulo 03

As semanas passaram voando e finalmente chegou o dia da consulta (hoje)! Cheguei mais cedo, fiquei na espera e cheguei a cansar! Aparentemente as consultas duravam muito tempo, o que fazia a as consultas seguintes ficarem atrasadas. Não ia desistir só se meu horário chegasse ao limite.
Depois de um tempo aguardando, finalmente chegou a minha vez. Na primeira impressão, no momento das apresentações, fui com ela logo de cara. O sorriso me cativou e aquela vontade de ajudar me pareceu sincera. Dei uma olhada nas paredes e vi diplomas que me deixaram satisfeitas (UFRJ, principalmente), assim como o consultório em si, cheio de informações para o paciente e tudo muito arrumado e limpo.

Comecei contando sobre a descoberta do meu diagnóstico em janeiro, sobre os remédios passados e os enjoos sofridos. Mostrei meus exames e as receitas e prontamente a médica - Aline - começou a ler tudo. Achei esquisito ela ler os exames mais de uma vez, mas entendi como precaução antes de falar qualquer coisa. Ela me explicou como a glicose e a insulina trabalham, me mostrou como o meu corpo está lidando com os altos índices de insulina, me passou exames completos, me indicou uma nutricionista da confiança dela - coisa que eu achei que a minha outra médica deveria ter me passado -, me examinou completamente, me perguntou exatamente o que os remédios me causavam e fiquei bastante otimista.
Por fim, ela me falou a frase que mudaria minha vida completamente: Você NÃO está diabética.

quarta-feira, 12 de março de 2014

[Gordinha's Facts] Academia - tentativa 02

Com essa coisa da minha saúde, resolvi focar mais, nesse período, na minha saúde. Fato é que se eu não tiver saúde, eu não posso estudar/trabalhar...
Finalmente voltei à natação - coisa que eu sempre fiquei enrolando pra voltar - e resolvi fazer mais exercícios, como finalmente voltar a correr e voltar ao Muay Thai. Ajustei todo o meu horário pra isso e enfim, fui colocar os planos em prática.
Um amigo me deu a dica de comprar um elíptico pra substituir a ida a academia, que não pode ser feito sempre e tal. Coloquei a questão pro Marcus que até achou uma boa ideia e resolveu pensar na compra do aparelho para colocar no outro quarto e ficar se exercitando. Claro que pra mim, o elíptico ajuda, mas não faz o que eu quero, ou seja, não é uma esteira, não posso correr e tal e a academia continuava sendo a melhor alternativa.

Antes de colocar, finalmente, a academia como uma alternativa de treino, tentei entrar para um grupo coletivo de corrida afim de fazer um treino funcional, pra melhorar meu condicionamento. O preço era super tranquilo, mas apesar de ser no meu bairro, era necessário pegar ônibus e o valor do ônibus somado ao preço da assessoria aumentava de forma considerável. Acabei desistindo da assessoria e resolvi focar no que estava ao meu alcance e daí vieram as idéias iniciais, o elíptico e a academia.

Já convencida de que o elíptico não substituiria minha vontade de correr, eu deveria mesmo comprar uma esteira, resolvi ir à academia e levar o Marcus junto. Vai que ele curte? Eu já conhecia o local, mas ele não. Fui mais pra me inteirar dos valores e colocar na ponta do lápis quanto me sairia malhar e quanto me sairia o elíptico, levando em consideração que a prática do exercício deveria ao menos tomar 3 dias da minha semana. Por fim, Marcus gostou muito do que viu e acabamos decidindo, no caminho de volta pra casa, que faríamos a inscrição na academia. Juntos, pra um dar apoio para o outro. Tentaríamos sempre fazer os exercícios nos mesmos horários para irmos e voltarmos juntos, pra manter o foco e o objetivo.

Fizemos a matrícula no dia seguinte - dia 11/03, ontem - e aproveitamos pra dar uma corridinha básica na esteira pra sentir o pique. Foi ótimo, deu uma animada no dia e foi bacana ter um parceiro na academia. Serviu pra fortalecer nosso objetivo e funcionou como incentivo, de verdade. Até nossa foto de entrada foi de parceria: tiramos fotos juntos pra um e pro outro! Foi bem bacana mesmo.
Agora é manter! Já que estou com horários interessantes, posso malhar até nos horários da noite! E vou carregar junto comigo sempre que puder!

Agora vem Muay Thai!!!

#Força #Foco #Fé

Diabetes - Capítulo 02

Não acreditei na frase. Sabe aquele momento em que você fala o "hein??" mais sincero da sua vida? Foi um desses momentos. Aí ela me acalmou, me disse que era um estado reversível da diabetes, que a base de medicamentos de curto a médio prazo e alimentação regrada, eu ficaria 100%. Fiquei mais tranquila, mas não menos preocupada.
Ela me passou uma lista grande de remédios e uma dieta. Saí do consultório com o Marcus (namorido) ainda meio incrédula, meio perdida.

Ela me cortou doces, massas, farinhas, refrigerantes... tipo tudo. É super complicado comer na rua e pensar que tenho todas essas limitações. Acho que as únicas coisas zeradas que eu podia comer mesmo, era alface, agrião, rúcula e beber água.
Marcus me apoiou muito. Fizemos mudanças radicais em casa, comprando produtos diet e integrais. Minha conta bancária também ficou assustada, afinal, produtos dietéticos não são baratos. Tentamos comer de forma mais normal possível, fazendo substituições por produtos diet e foi dando certo até certo ponto. Difícil substituir um Nescau, um matte natural... enfim, foram momentos de adaptação bastante difíceis.

E os remédios??? Uma fase mais difícil ainda. Passei a tomar remédios ao longo do dia, alguns ao mesmo tempo e isso me fazia muito mal. O remédio que mais me fazia mal era o da diabetes mesmo. Vomitava, a pressão baixava, as vezes eu sentia que ia apagar... enfim, momentos péssimos, de muita tensão. Além dele, o ansiolítico me fazia ter uma dor de cabeça tão grande, que junto com ele eu tomava diversos outros comprimidos para dor de cabeça.
Lendo a bula dos remédios, vi que os enjoos causados pelo Glifage (remédio da diabetes) seriam temporários, após passada a fase de adaptação que durava em média 10 dias. Fiquei um mês passando mal. Muito. E nesse tempo eu retornei ao consultório na minha médica, expliquei tudo o que estava acontecendo, meus enjoos, falei do glifage, do ansiolítico e da minha alimentação, da dieta que me foi passada e que aparentemente não estava adequada. Ela baixou a dose do meu ansiolítico, não deu jeito no meu glifage e nada disse sobre a minha dieta. Eu não me opus, afinal, ela é a médica.

E continuei passando mal, em alguns dia me sentia bem, mas na maioria me sentia bem mal. Algumas vezes deixei de sair de casa por estar bastante debilitada e aquilo foi me deixando muito tensa. Era o segundo mês de remédio, já querendo ir pro terceiro, e o chamado "período de adaptação" que constava na bula já havia passado. Resolvi tomar algumas decisões - que se mostraram muito acertadas ao fim.
Parei de tomar o ansiolítico que me fazia ter as dores de cabeça e melhorei consideravelmente, mas o glifage eu não podia parar. Mas eu podia procurar outros médicos. Tentei marcar minha consulta com a Dra. Andréia, mas não deu em nada, pra variar, ela não tinha um horário próximo. Uma amiga me indicou a médica dela, também muito requisitada, mas que depois de uma chorada dela no consultório intercedendo a meu favor, consegui uma consulta muito rápida. Ansiedade gritando!!!